Fintechs||6 min de leitura

Nubank atinge 112 milhões de clientes e obtém licença bancária em 2026

Suelen
Por Suelen
Nubank 112 milhões clientes licença bancária Brasil neobanco

Nubank atinge 112 milhões de clientes, se torna maior instituição financeira privada do país e se prepara para obter licença bancária em 2026

O Nubank ultrapassou a marca de 112 milhões de clientes no Brasil, o equivalente a cerca de 61% da população adulta, segundo dados do Banco Central referentes ao fechamento de 2025. Com isso, a instituição roxa se consolida como a maior instituição financeira privada do país em número de clientes e a segunda no ranking geral, atrás apenas da Caixa Econômica Federal.

O crescimento da base vem acompanhado de um engajamento recorde: de acordo com a CEO do Nubank no Brasil, Livia Chanes, 85% dos clientes permanecem ativos mensalmente, e a receita média por cliente ativo (ARPAC) atingiu seu maior patamar histórico no terceiro trimestre de 2025.

O marco acontece em um momento estratégico, em que o Nubank se prepara para obter licença bancária no Brasil em 2026, em linha com a Resolução Conjunta nº 17 do Banco Central (BC) e do Conselho Monetário Nacional (CMN), que restringe o uso de termos como “banco” ou “bank” a instituições que tenham autorização formal para essa atividade.


Escala histórica e engajamento acima da média

Desde 2022, quando entrou pela primeira vez no top 5 do ranking do BC, o Nubank foi a instituição que mais cresceu proporcionalmente, subindo uma posição por ano até chegar ao topo entre os bancos privados.

Além do volume, a intensidade de uso impressiona para uma operação desse porte. Segundo a empresa:

  • 85% da base no Brasil é ativa mensalmente, índice incomum para instituições com dezenas de milhões de clientes;
  • O ARPAC atingiu recorde histórico no 3º trimestre de 2025, sem divulgação do número exato;
  • Em menos de uma década, os clientes do Nubank economizaram mais de R$ 111 bilhões em tarifas, comparado a pacotes tradicionais, segundo estimativas internas;
  • Em 2025, acordos de benefícios e descontos preservaram R$ 158,8 milhões no bolso dos clientes;
  • Mais de 6 milhões de pessoas tiveram dívidas renegociadas na plataforma.​

Livia Chanes resume a estratégia: “Mais do que crescer em números, nosso foco é ter presença significativa na vida financeira das pessoas. A base de mais de 112 milhões de clientes é fruto de um trabalho contínuo para oferecer produtos que façam sentido no cotidiano, com atendimento humano e tecnologia que remove a complexidade do dia a dia”.


Tabela – Números recentes do Nubank no Brasil

IndicadorValor / Situação
Clientes totais+112 milhões
Participação na população adulta~61% dos adultos brasileiros
Posição no ranking do BC2ª instituição financeira em nº de clientes e 1ª entre privadas
Taxa de atividade mensal85% da base ativa
Economia em tarifas desde o início+R$ 111 bilhões estimados​
Clientes com dívidas renegociadas+6 milhões​

Caminho para a licença bancária em 2026

Em dezembro de 2025, o Nubank publicou comunicado oficial informando que pretende obter uma licença bancária no Brasil em 2026. A instituição avalia duas rotas: pedir autorização do zero ao Banco Central ou adquirir um banco já licenciado, opção considerada mais rápida em operações similares.

Atualmente, o Nubank opera com as licenças de:

  • Instituição de Pagamento (IP);
  • Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (SCFI);
  • Corretora de Títulos e Valores Mobiliários.

A adição de uma instituição bancária ao conglomerado tem como objetivo principal adequar-se à Resolução Conjunta nº 17, que passou a disciplinar a nomenclatura das instituições reguladas, proibindo que empresas sem licença formal utilizem termos que remetam à atividade bancária.

No mesmo comunicado, o Nubank reforçou que:

  • Marca e identidade visual permanecerão inalteradas;
  • Não haverá qualquer impacto para os clientes: produtos, saldos, cartões e operações seguem exatamente como estão;
  • A inclusão de um banco no conglomerado não implica alterações materiais em exigências de capital e liquidez, mantendo a solidez e a resiliência financeira da instituição.

Livia Chanes destacou que a licença é uma evolução regulatória, não uma mudança de missão: “O Nubank foi fundado há 12 anos e foi responsável pela inclusão de 28 milhões de pessoas no sistema financeiro. Nossa identidade e missão de simplificar a vida dos clientes permanecem as mesmas”.


Novo modelo de trabalho híbrido a partir de julho de 2026

Paralelamente aos avanços regulatórios e de escala, o Nubank também prepara uma mudança profunda em sua cultura de trabalho. Após cerca de cinco anos operando em modelo remote-first, em que times se reuniam presencialmente ao menos uma semana por trimestre, a empresa anunciou que adotará um modelo híbrido a partir de 1º de julho de 2026.

De acordo com comunicado interno assinado pelo fundador David Vélez:

  • A partir de julho de 2026, aproximadamente 70% das equipes passarão a trabalhar ao menos dois dias por semana nos escritórios;
  • Em 1º de janeiro de 2027, a exigência subirá para três dias presenciais por semana, sujeito a avaliações de negócio e operação;
  • Algumas áreas com natureza mais independente – como determinados times de atendimento, investigação de crimes financeiros e rotinas regulatórias – permanecerão em modelo majoritariamente remoto, por função;
  • Haverá um programa de apoio à mobilidade para colaboradores que precisarem se mudar para mais perto dos escritórios;
  • Casos específicos poderão solicitar exceções individuais ou prorrogações do prazo de adaptação.

A decisão, segundo Vélez, busca reforçar cultura, colaboração e velocidade de execução após um período de rápido crescimento, em que a base global de clientes do Nubank passou de 59 milhões para mais de 120 milhões (considerando Brasil, México e Colômbia) e a empresa atingiu lucro líquido de US$ 637 milhões e receita recorde de US$ 3,7 bilhões no 2º trimestre de 2025.


Escala, regulação e o próximo capítulo do “roxinho”

O marco de 112 milhões de clientes e a busca pela licença bancária reposicionam o Nubank em uma nova fase: de “fintech desafiadora” a infraestrutura central do sistema financeiro brasileiro.

De um lado, a escala permite:

  • Diluir custos e manter oferta competitiva de produtos;
  • Testar e lançar novos serviços de forma rápida;
  • Negociar funding em melhores condições, inclusive no mercado internacional.

De outro, o diálogo mais profundo com o Banco Central e a adoção de uma licença bancária aproximam o Nubank das grandes instituições sistêmicas, com responsabilidades regulatórias maiores, mas também mais capacidade de inovar por dentro do sistema.

Ao mesmo tempo em que reforça sua presença na vida financeira de mais de metade da população adulta do país, a empresa se reorganiza internamente para sustentar o próximo ciclo de crescimento com times mais próximos fisicamente, estruturas de governança reforçadas e ambições regulatórias compatíveis com o tamanho que alcançou.

Para o mercado, a mensagem é clara: em 2026, o Nubank não quer apenas continuar crescendo em número de clientes – quer fazê-lo como banco plenamente licenciado, com cultura forte, engajamento elevado e papel central na redefinição da experiência financeira no Brasil.

Publicidade

Transforme sua presença digital

Descubra como a Tecnovix pode ajudar sua empresa a crescer no mundo digital

Conhecer soluções

Impulsione seu negócio com a Tecnovix

Soluções digitais para sua empresa crescer

Saiba mais

Patrocinado

Artigo escrito por

Suelen

Suelen

Newsletter Tech Semanal

Conteúdo exclusivo sobre tecnologia